Das coisas que fazem meu dia – qualquer dia, até os piores – melhorar 127% (talvez mais) são, não necessariamente nesta ordem: quando Benjamim larga o que está fazendo (geralmente o iPad com algum filme/jogo), pula na minha cama, me abraça apertado e diz que me ama (sim, ele é fofo assim e sim, ele faz isso quase todos os dias, algumas vezes mais de uma vez por dia); ou quando ele fica todo falante, querendo conversar sobre tudo e todas as curiosidades do mundo (nesses momentos aprendo mais do que assistindo aqueles canais sobre animais, fauna, flora e afins); quando Joaquim se agarra em mim antes de dormir… ou quando ele está brincando e, do nada, para, corre para agarrar minhas pernas e fala alto “mamaaaaiiin!”, ou quando eu acordo e ele está com o rostinho colado no meu, fazendo carinho e, ao abrir os olhos, ele cola o nariz no meu e me cheira e sorri e me cheira e sorri e me cheira…; ou quando Nina começa a dançar com a expressão facial e concentração tal qual uma bailarina profissional se apresentando num grande teatro lotado, ou quando ela se atraca na sua “chupeta-fralda”, chega pertinho e diz “faz carinho, mamãe”, esticando o braço na minha direção… Isso faz toda a loucura, todo o cansaço, todas as incertezas tornaram-se minúsculas, quase nada, um grão de areia na imensidão de uma praia cheia de conchinhas, sol, mar…

E é isso, esse pequenos momentos, esses segundos, às vezes minutos, às vezes – quando tenho muita sorte – horas que nutrem minha alma. Esse amor incondicional, esse brilho no olho dos meus filhos quando me olham, esse calor que brota no meu coração e faz meu sangue correr com força total pelas minhas veias, que faz meu coração pulsar quase saltitando de tanto AMOR.

Puro. Simples. Potente. AMOR.

A vida muda, eles crescem na velocidade da luz, recalculo minha rota uma, duas, cem vezes, mas esse calor amoroso permanece. É ele que dá sentido, que guia, que acalma, que TUDO.

Não é fácil. Enquanto escrevo essas palavras, confesso que vivo os dias mais intensos e difíceis da maternidade. E talvez por isso eu compreenda que só o AMOR é a resposta e é nele que me sustento. Todos os dias.

Obrigada, Céu (meu primeiro filho que, antes de nascer, virou estrela e que eu amo e rezo todos os dias), Benjamim, Joaquim e Guilhermina. Às vezes (muitas vezes, admito), acho que não mereço tanto. Porque vocês são demais! Vocês são incríveis, lindos, inteligentes, engraçados, generosos, carinhosos… Uau! Não existem palavras suficientes. Sempre que penso em vocês vem a sensação de que ganhei na melhor e maior loteria. Entendem porque às vezes (muitas vezes, quase todas as vezes) eu acho que não mereço tanto? Ou talvez mereça… Quanto amor, quanta responsabilidade gerar e conviver com vocês (educar e ser exemplo não entram nos escritos de hoje porque Marcelo acabou de chegar e trouxe almoço delícia para nós!).

Beijos de quem se sente muito sortuda e amada.