Amanhã completo cinco meses morando em Portugal. Parece pouco, né? Mas nesse tempo vivi uma vida inteira. Para mim, esse lance de tempo cronológico rola mais quando o assunto é relacionado a compromissos, tipo reuniões, coisas de trabalho, consultas médicas, etc, etc… Aliás, sou até bem pontual! Pontualidade, para mim, é sinônimo de respeito com o outro. Mas voltando ao assunto, eu sou mais movida pelo tempo psicológico, aquele que é bem particular e subjetivo, onde, dependendo da situação, um segundo pode durar uma eternidade (como quando estou fazendo “prancha”, aquele exercício de isometria) e uma hora pode passar num piscar de olhos (como quando estou brincando com meus filhos).

Esses cinco meses mudaram completamente minha vida e minha perspectiva sobre muitas coisas. Há uma nova Tereza escrevendo aqui, alguém bem mais leve, independente, ousada, corajosa, confiante e feliz. Nem preciso dizer o quanto estou apaixonada por essa nova versão minha e também que todas essas nuances maravilhosas não vieram sozinhas, já que por aqui também rola muito mais cansaço (a nova rotina é puxadíssima), rola medo, MUITA SAUDADE, ansiedade… A parte boa é que tenho lidado com a parte não tão boa de um jeito muito leve. Tenho meditado, vivido mais devagar, respirado muito ar puro e sendo mais EU, abraçando todas as minhas partes. E acredito que esse tem sido o maior tesouro dessa nova jornada. Perfeição? Não, nem quero mais. Passei bons anos da minha vida me cobrando demais, agora eu só quero trilhar meu caminho em paz comigo e com minhas escolhas, sem julgamentos, sem paranoias.

Escolhemos morar em Cascais, que fica do ladinho de Lisboa e a decisão não poderia ter sido mais acertada. Enquanto escrevo esse post, está fazendo um dia lindo e ensolarado (mesmo sendo inverno), a janela da sala está aberta e dá para ouvir os passarinhos cantando. Uma calma e uma tranquilidade que eu nem sabia que poderia experimentar… Enfim, demorei uns dois meses para conseguir viver nesse novo ritmo. Quando finalmente compreendi os passos dessa dança de uma vida sem tanta pressa (ainda rola uma pressinha básica, né? Admito sem culpa), tudo começou a fluir mais e eu me tornei uma pessoa muito mais produtiva. Pois é. Ao me livrar de todo o stress and correria do dia a dia ganhei uma super produtividade de presente! Passo as manhãs trabalhando/estudando, ainda dá tempo de correr 3 vezes por semana, de tomar um bom café/chá/cerveja no fim de tarde e, quando as crianças chegam da escola, toda a atenção para eles (essa parte é uma loucura! A melhor loucura da vida inteira!!).

Tenho lido muito mais e meditado mais também. Agora o novo ponto será escrever mais. Mas tudo assim, sem pressa, aceitando o meu ritmo, sem cobranças, deixando fluir. A vida tem funcionado melhor desse jeito.

E o que eu quero dizer com esse post? Bem, comecei pensando numa coisa e, no fim das contas, tornou-se outra, mas a mensagem principal é a mesma. Não se torne uma maratonista que aposta contra o tempo. Acredite, o tempo sempre vence. Faça dele seu amigo. Como? Não corra tanto (onde você quer chegar nessa correria maluca? Vamos todos morrer, lembra?), faça mais o que você gosta (coisas simples, nada sofisticado, caro ou difícil) e esteja mais com quem você gosta. Simples e muito eficaz, garanto.

Ah, e se eu soubesse que a vida seria assim fora da minha zona de conforto, teria me arriscado muito antes! Ou seja, se joga, vai atrás do que você deseja de verdade! Parece improvável, loucura? Que seja tudo isso, que as pessoas não entendam (tudo bem! O sonho é SEU e não delas. O melhor mesmo é nem contar, apenas fazer e pronto), faça por você e para você. Essa é uma das principais regras do jogo da vida.

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