Você sabe o que te faz feliz de verdade? Não estou falando daquela sensação que explode quando compramos algo, por exemplo. Isso, na maioria esmagadora das vezes, é apenas euforia e a gente repetindo o comportamento que a sociedade nos ensinou direta e indiretamente. É uma sensação boa? Claro que sim! Mas passa rápido. Por isso as pessoas compram, compram, compram e compram… Tentando sentir essas explosões. Se isso fosse felicidade, bastava a gente comprar uma coisinha uma vez e pronto. [Deixo claro que escolhi o exemplo comprar porque é super fácil de compreender o que quero explicar, mas esse “impulso” e o desejo por se sentir bem pode vir através dos relacionamentos, tanto reais quanto virtuais, da comida, etc, etc, etc…]

Agora tenta lembrar de algum momento em que você conquistou algo que te custou muito esforço, que você desejou por bastante tempo… Pode ser uma prova que você se deu bem, uma vaga de emprego, o nascimento de um filho, uma viagem… Pronto! Percebeu a diferença? Sempre que você lembrar desse momento, a felicidade que você sentiu nele vai aquecer seu coração outra vez. Bem diferente de lembrar do que comprou mês passado (porque quase sempre compramos por impulso e mal lembramos o que adquirimos pouco tempo depois).

A felicidade tem valor, não tem preço. Claro que é uma delícia comprar um sapato novo (gosto muuuito de sapatos!), mas sapatos são apenas sapatos. Posso estar usando o mais lindo do mundo, se eu não estiver bem comigo mesma, ele não vai me fazer feliz. Aliás, nem um closet cheio deles fará.

A mensagem que eu quero deixar é a seguinte:

Olhe para dentro, busque esses momentos que te fizeram sorrir, que te emocionaram profundamente. O que você estava fazendo neles? Vá em busca desse sentimento, é ele que move a vida, é ele que nos energiza. E nem precisa ser um feito enorme, às vezes um cinema no meio da tarde é suficiente, talvez uma boa leitura, uma noite de sono sem o despertador ligado, um jantar na companhia de quem se gosta, um encontro com aqueles amigos que você você não vê há tempos… Enfim, faz uma faxina no coração e você vai descobrir que a felicidade nunca esteve na vitrine, ela sempre esteve bem aí, dentro de você. 

 

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