Dizem que a mudança leva um tempo para se preparar, que ela não acontece do nada, sem razão. A mudança só floresce em solo fértil… Será?

Sabe quando você pensa que sua vida está exatamente do jeito que deveria estar, que finalmente as coisas vão muito bem, quando parece que você finalmente encontrou o seu ponto de equilíbrio e pimba!, você percebe que não era exatamente aquilo que você queria… Cadê a felicidade? Cadê a plenitude? Cadê o frio na barriga? Cadê o sentido disso tudo? Cadê?! 

Como eu sei dessas coisas? Porque estou falando por experiência própria. Depois dos 30 a gente pensa que já viveu alguma coisa, já passou um pouco por isso. Escrever sobre recomeço, sobre mudança, transformação (pelo menos da maneira como estou abordando nesse post), não é coisa de quem observa e analisa de fora, tem que ter vivido, tem que ter sentido na pele para saber como mudar pode ser algo extremamente difícil, aterrorizante, mas também libertador e possibilitador. Tudo ao mesmo tempo.

Sim, eu concordo que a mudança não ocorre do nada, ao longo da nossa jornada nós vamos acumulando emoções, renúncias, vamos calando nossa voz interior e deixando o piloto automático guiar nossa vida. Aí o tempo vai passando, os boletos vão chegando… a vida não espera, os juros são altos e a conta no fim do mês quem paga é você. 

De repente, como num sopro que dura menos que um segundo, algo muda dentro de nós. Opa, peraí, o que é isso que está acontecendo comigo? Só pode ser loucura, não tenho mais idade para começar tudo de novo, não tenho tempo, não tenho paciência. Mas a voz interior que tantas vezes foi calada começa a conversar com você. Primeiro algumas palavras sussurradas e, quando você menos espera, ela toma conta da situação e tira a sua vida do piloto automático porque agora, meu bem, quem dá as ordens é você. Mas pera, o que vão pensar de mim? O que vão dizer quando souberem que eu larguei tudo? O caos, o turbilhão de emoções é só você entrando nos eixos. Respira e confia. Vai por mim. Quer dizer, vai por você!

Mas o que é esse “tudo” afinal? E realmente importa o que os outros pensam? Você prefere viver uma vida de mentira só para agradar?

Respira mais um pouco… Respira de verdade, puxa todo o ar e depois solta lentamente.

Só você sabe o que te faz feliz, só você sabe o que te faz bem, o que é essencial para você (post legal sobre isso aqui). Nesse mundo maluco que estamos vivendo nos dias de hoje, facilmente somos engolidos pela correria, pelo consumismo, pela ansiedade, por uma infinidade de coisas que, se a gente parar para pensar, não precisamos de boa parte delas. Nossa bagagem vai ficando pesada, principalmente a emocional. É muito stress, é muita cobrança, é muita satisfação para dar para os outros. E você? O que você tem feito apenas por você? Esquece por um momento os outros e foca em você.

Pergunta master do post: o que você ama tanto fazer que até pagaria por isso? (é que nesse mundo capitalista, mensurar materialmente/financeiramente fica mais fácil para fazer sentido para a maioria de nós)

Chuta o balde, vai à luta, faz o que você ama, o que te faz feliz! Deixa os outros pensarem o que quiserem. Seja você mesma. Fácil não é, mas é divertido quando a gente se permite conhecer quem nós somos de verdade e melhor ainda quando o coração acelera ávido por mais um dia, pois você sabe que vai fazer exatamente o que te faz bem. E, para mim, esta é a maior riqueza, poder ser eu mesma, ter coragem de abrir as asas e voar. Livre, leve e plena.