Não é tarefa fácil ser sempre assim, tão positivo e feliz.” “Ai, que saco ter que estar sempre sorrindo, isso não existe! É coisa de maluco!” Eu poderia escrever um post inteiro só com afirmações como estas, ou melhor, poderia dedicar um blog inteiro ao pessimismo e a esses achismos carregados de energia negativa. Maaas, pra quê, né? O mundo já está cheio disso e eu quero é ser maluca (o que é ser maluco? O que é ser normal??), eu quero é ser feliz e espalhar o bem!

A gente não “tem que” nada, a gente faz e s c o l h a s .

Qual é a sua estrada?

 

Existe uma coisa chamada livre arbítrio, é você o responsável por tudo que chega até você e é você que escolhe o que fica e o que se vai. Sendo assim, quem quiser saber como interiorizar o que é bom (como prometido no último post), quem quiser aprender a cultivar o bem e expandi-lo de maneira a preencher sua vida mais com coisas boas do que ruins, vem comigo que eu vou mostrar como fazer isso em 3 etapas.

primeira etapa

Vamos transformar fatos positivos que acontecem em nossas vidas em experiências positivas.

Coisas boas acontecem conosco o tempo todo, só que não damos a devida atenção e mesmo quando damos, não as sentimos de verdade, salvo raras exceções.

Exemplo: alguém nos faz alguma gentileza (pode ser um elogio, trazer um café, abrir uma porta, carregar uma sacola, etc.); ou concluímos um projeto difícil, entregamos um trabalho, alcançamos alguma meta (qualquer tipo vale, seja na vida pessoal ou profissional). A sensação boa que nos causa esses pequenos feitos logo vai embora e, quando menos percebemos, já estamos estressados e pensando em outras milhares de coisas que precisamos fazer.

O que fazer: vá atrás do que é bom! Não precisa parar de fazer o que você faz todos os dias (talvez você escolha mudar algumas delas mais a frente, mas isso é com você!), apenas abra sua mente e os seus sentidos para mais coisas que já estão diante de você, mas que a cortina do pessimismo não te permite enxergar. Busque as pequenas coisas do cotidiano: o rosto das crianças, o cheiro e o sabor de uma fruta da estação, a lembrança de algum momento divertido, uma decisão acertada no trabalho e assim por diante. Qualquer que seja o fato positivo que encontrar, traga-o à consciência plena – esteja aberto e se deixe influenciar. É como estar diante daquela ceia natalina maravilhosa, não fique apenas olhando, aproveite!

segunda etapa

Curta a experiência! Faça com que dure 5, 10, 20 segundos; não desvie a atenção para outra coisa. Quando mais tempo algo é retido na consciência e quanto mais estimulante emocionalmente isso for, mais neurônios disparam e se conectam e maior é o rastro na memória.

Concentre nas suas emoções e nas sensações corporais, pois elas são a essência da memória implícita. Deixe a experiência tomar conta do seu corpo e ser a mais intensa possível.

Exemplo: se alguém fizer algo legal por/para você, deixe que o sentimento de ser agradado por alguém lhe traga aconchego.

Dê atenção especial ao lado gratificante do que você viveu – como é bom ser abraçado por alguém de quem gostamos. Concentre-se nessas recompensas, elas aumentam a liberação de dopamina, o que facilita a manutenção da atenção à experiência e fortalece as associações neurais na memória implícita

É super importante salientar que não é bom fazer isso para se apegar às recompensas, pois com o tempo isso traria sofrimento. O legal desses exercícios é praticá-los com o intuito de interiorizar as boas experiências a fim de mantê-las consigo e não mais precisar buscá-las no mundo exterior.

Nós também podemos dar um plus nessa etapa utilizando a técnica de enriquecer a experiência com o intuito de potencializá-la ainda mais. Por exemplo: ao curtir um relacionamento, evoque o sentimento de ser amado por outras pessoas, o que ajuda a  liberar oxitocina, o “hormônio da união”, intensificando o senso de conexão com a outra pessoa. Você também pode reforçar a satisfação após concluir um trabalho complexo pensando em alguns dos desafios que você teve de superar durante o processo de fazê-lo.

terceira etapa

Imagine ou sinta que a experiência está penetrando de modo profundo na sua mente e no seu corpo, como o calor do sol no seu rosto quando você olha para cima a céu aberto. Continue a relaxar o corpo e absorver as emoções, sensações e os pensamentos proporcionados por essa vivência.

As experiências boas também podem ser usadas para aliviar, equilibrar e até mesmo substituir as experiências ruins. Quando duas coisas são retidas na mente ao mesmo tempo, é criada uma ligação entre ambas. É por essa razão que conversar sobre coisas difíceis com alguém que nos dá apoio trás uma boa sensação e nos faz bem, pois as lembranças e os momentos que causam dor são imbuídos do carinho, do aconchego, do alento e da intimidade que um tem com o outro.

Se você quiser saber mais sobre o assunto, pode me procurar (comentando aqui, por email, pelo facebook, etc) e também pode adquirir o livro que inspirou este post e o anterior a ele. O livro se chama O cérebro de Buda – Neurociência prática para a felicidade.

No mais, estou sempre às ordens, com o coração cheio dos melhores sentimentos e intenções e os braços abertos.

Ah, e lembre-se, são as pequenas coisas que fazem a grande diferença. Vamos praticar o bem e vamos começar com nós mesmos, nos amando mais, nos compreendo melhor, nos aceitando e evoluindo. Sempre!

Beijos e até!

2 Comentários

  1. Muito bom terrzalaise!!!