Aceitar o apoio da família e amigos na criação dos filhos é positivo para o desenvolvimento das crianças. O contato com pessoas diferentes abre os horizontes dos pequenos. (Isabela Kalil de Lima, para revista Pais & Filhos)

O pai e a mãe são essenciais na criação dos filhos. Mas bem mais que isso, a figura que provê amor e educação vai além do modelo “papai e mamãe”. A diversidade nos formatos familiares cresce a cada dia e, independente do formato no qual a criança esteja inserida, uma mão amiga é sempre bem-vinda.

Conviver com pessoas diferentes trás muitos benefícios para as crianças e, quanto mais elas se relacionam com outras pessoas, mais elas percebem o sentido do mundo e encontram a sua singularidade. Ou seja, à medida que ela interagem com outros indivíduos, além dos pais, elas começam a descobrir diferentes formas de ver e entender o universo do qual fazem parte.

A diversidade de pensamento é um conflito essencial para as crianças, pois é através dos conflitos que surgem no dia a dia que os pequenos podem aprender o significado da tolerância e, a partir daí, praticá-la. Ao vivenciar diferentes contextos, a criança aprende que existe mais de uma maneira de ver e interpretar as situações do seu cotidiano, bem como existe mais de uma maneira de solucionar problemas. Conviver com pessoas que não dividem o mesmo teto que ela agrega muito mais do que se imagina para o seu crescimento e desenvolvimento como ser humano.

As crianças são, por natureza, muito observadoras e curiosas, e isso é algo extremamente valioso e poderoso, devemos estimular essa característica o máximo que pudermos! Quanto mais perguntas a criança faz, mais esperta ela se torna; quanto mais diversidade tiver em sua vida, idem. Caso aconteça o contrário, uma criança que tem pouca convivência com outras pessoas, sejam familiares ou amigos, principalmente na fase pré-escolar, poderá desenvolver uma certa resistência ao novo e ela pode levar esse comportamento para a sua vida adulta.

Quando a criança já esteja habituada com ouras pessoas, ao chegar o momento de ir para a escola, a adaptação certamente será muito mais tranquila e rápida. Além disso, a presença de mais pessoas na vida do seu filho pode fazer com que ele seja menos tímido e, consequentemente, mais autoconfiante. Os diferentes universos que ele tem contato, que vão além do universo dos pais, garantem também mais capacidade de negociação e conversação. Por exemplo, uma criança que usufrui desse contato com mais pessoas, ao ter alguma dúvida na escola, vai perguntar aos professores sem nem pensar duas vezes.

É legal e super positivo aceitar ajuda de outras pessoas no quesito cuidados com nosso filho (exemplos de cuidados: deixar, pegar na creche/escola, ficar um tempo na casa de um coleguinha, dormir na casa dos padrinhos, avós ou amigos para que os pais tenham uma noite só para eles… A lista é gigante!). Claro que essas pessoas serão de confiança, ok? Mas os responsáveis pelo pequeno devem ter plena consciência que aceitar a mão amiga é diferente de terceirizar a educação do seu filho. Existem tarefas que são EXCLUSIVAS dos pais. Há limites que precisam ser respeitados.

A mãe, o pai ou o responsável deve perceber que avós, tios, amigos, padrinhos, escolas e babás podem colaborar sim, mas há funções importantes que devem continuar sendo realizadas pelos pais, como alimentar, acalentar, conversar, velar o soninho, etc, etc… Há, e a essencial: as decisões sobre a educação devem partir sempre do pai, mãe ou responsável.

Além de todas essas vantagens, ter mais pessoas por perto estimula e aprimora a inteligência emocional da criança. Demais, né?!

Aqui segue um breve resumo dos benefícios em aceitar ajuda e o convívio de mais pessoas na vida do seu filho:

  • Capacidade de negociação e conversação;
  • Facilidade para fazer novos amigos;
  • Menos timidez e mais autoconfiança;
  • Diferentes visões de mundo;
  • Mais tolerância, flexibilidade e respeito;
  • Inteligência emocional

E aí, aceita uma mãozinha amiga?

Beijos e até!

 

P.S.: post inspirado na matéria “Juntos é sempre melhor”, por Isabela Kalil de Lima, Revista Pais & Filhos, edição de Setembro 2016.