Chegou a hora do filho entrar na escola. E agora, como escolher a melhor instituição para ele? Nos dias de hoje, precisamos olhar além das instalações, da localização e do preço da mensalidade. Será ali que a criança irá passar boa parte do seu tempo; é lá que ela vai aprender a viver com as diferenças, desenvolver seu pensamento crítico, sua empatia e construir laços poderosos de amizade.

QUEM VOCÊ QUER QUE SEU FILHO SEJA NO FUTURO? 

Mesmo que a gente não saiba exatamente essa resposta, mesmo que não dependa só do que desejamos, podemos sim contribuir muito para quem nossos filhos irão se tornar quando crescerem e a escola exerce um papel fundamental neste processo.

Um dos fatores decisivos na hora de escolher a escola ideal é saber qual o tipo de formação que a mesma oferece. Seu ambiente respeita e valoriza as diferenças? Ouve as ideias dos alunos? Instiga o pensamento crítico? É na escola que nossos pequenos terão o primeiro contato com essas diferenças, que terão contato com o que significa cidadania, viver em coletivo, dividir, compartilhar, olhar para o seu próximo e tantos outros valores tão preciosos para a formação de seres humanos otimistas, confiantes e felizes.

Engana-se quem pensa que as crianças pequenas não entendem questões mais complexas. Muitas vezes elas compreendem melhor do que os adultos, aliás.

Outro fator decisivo no momento de escolher a escola ideal para seu filho: os professores! Eles também têm papel importante na formação do caráter das crianças. É claro que isso vem de casa, dos valores e das crenças que a criança aprende com seus familiares e com quem ela convive no cotidiano. Ou seja, o professor será uma referência (que seja positiva, claro!).

Você deve estar se perguntando COMO VOU PERCEBER TUDO ISSO EM UMA VISITA À ESCOLA?? Calma, é bem mais fácil do que se imagina. O primeiro passo é pedir para ler o PPP (Projeto Político Pedagógico). Todas as escolas devem ter um e permitir fácil acesso ao dito. Também é importante pedir para conhecer os professores e conversar com eles. Jogue aberto, faça todas as perguntas que achar necessário. Eu também acredito muito em intuição, empatia… Aquele história do santo bater. Perceba o ambiente desde o momento que você colocar os pés nele, analise o que quiser e julgar importante, mas também preste atenção no todo e no que você sente. É um ambiente acolhedor, alegre, com boa energia? É bem ventilado, iluminado e bem cuidado? Como são as pessoas que trabalham lá? Sorridentes? Fechadas? O filho é seu, os critérios também. Ou seja, não existe escolha certa ou errada, existe aquela que mais se adequará com você, com seu valores, crenças e com o que você deseja para seu filho.

Agora não é momento para pensar em vestibular e nada parecido. Esse é um passo para bem depois da educação infantil. Hoje o mais importante são questões voltadas para o desenvolvimento cognitivo, social e emocional. Não pense em seu filho como um futuro adulto, permita que ele seja criança, que cada momento seja muito bem aproveitado e vivido.

Também não rola deixar tudo na mão da escola. O papel dela é um, o dos pais (de quem cria) é outro, e ambos devem andar juntos em prol da educação e formação da criança. É super importante o diálogo constante com os professores e com a escola, acompanhar de perto o desenvolvimento escolar do seu filho e dar continuidade ao mesmo em casa. Feedbacks da escola para casa e de casa para a escola são muito valorosos para o sucesso da construção de uma criança feliz, plena e autoconfiante.

Vamos criar filhos melhores para o nosso mundo!

Beijos e até!

P.S.: post inspirado e com referências da Revista Crescer, 273, Agosto 2016, reportagem de Fernanda Montano