Não dá pra ter tudo. Você tem que escolher consciente de que sempre (eu disse SEMPRE) vai perder alguma coisa…

Mães sabem bem do que estou falando… Ainda não captaram a mensagem? Vou continuar. É o seguinte, na teoria tudo é muito bonito, na boca de quem dá conselhos é mais bonita ainda, mas na prática o buraco é beeeem mais embaixo!

Voltei a trabalhar e aí surgiram as incontáveis dúvidas e questionamentos: coloco as crianças na creche? Deixo em casa o dia todo com as babás? Adio por mais uns meses minha volta ao trabalho???

Se decido colocar na creche, chegam e me dizem que eles vão adoecer muito, que não vale a pena; se eu decido deixar em casa dizem que eles precisam socializar com outras crianças, que Nina e Joaquim podem se apegar demais às babás ou aos avós (que também me ajudam muito, aliás). E daí que vão se apegar? Nunca vi problema nessa parte, mas vamos voltar ao assunto do post… Se decido voltar ao trabalho dizem que perderei momentos preciosos com meus filhos, que eles vão sentir minha falta e que vou me arrepender porque tudo passa rápido demais; se eu adio os planos profissionais dizem que sou louca de estar jogando minha carreira fora, que tenho que ir em busca dos meus sonhos, etc, etc, etc..

E agora? Captaram? Vou continuar continuando… Gente, se Jesus não agradou todo mundo, quem sou eu pra tentar agradar? Quem é você?! Conselho de miga-mãe pra miga-mãe: SE JOGA NA INTUIÇÃO E SEGUE SEU CORAÇÃO! A cada 10 palavras que saem da minha boca, 11 são que não existe certo e nem errado pra nada na vida, ainda mais pro quesito filhos. Meus filhos, minha regras! E essas regras eu quebro e invento novas a hora que eu bem entender. O único pacto inviolável é o PACTO DO AMOR acima de qualquer coisa, amor aos filhos (claro, óbvio e evidente) e o AMOR PRÓPRIO. Esse segundo a gente tem que cuidar, cuidar, cuidar. Porque a gente o esquece no fundo daquela gaveta que a gente nunca abre assim que a maternidade bate na porta.

Eu voltei a trabalhar, ando produzindo mais e melhor e me sinto uma mãe muito mais feliz e plena apesar de abdicar de algumas horas a mais com meus filhos. Enfim, ESCOLHAS! Fiz as minhas e convivo com elas sem arrependimentos e sentimento de culpa. Os julgamentos sempre vão existir. E daí?!? Simplesmente não se importe, faça cara de paisagem, ponto final. E assim a vida segue, a banda toca, as crianças crescem e a gente aprende muito mais do que ensina no meio disso tudo.

Beijos e até.