Este foi (e está sendo) um dos assuntos mais delicados desta segunda gravidez…

Contextualizando: Benjamim hoje tem 04 anos e 09 meses e, há uns dois anos ele começou a pedir um irmãozinho. Eu não cedi aos pedidos até meu corpo e meu coração também concordarem e até eu me sentir disposta a enfrentar e viver tudo outra vez.

Uma coisa é pedir um irmãozinho para a mamãe, outra coisa é vivenciar, é trazer para a realidade da criança outra criança. No meu caso, outraS criançaS. Para quem ainda não sabe, estou grávida de gêmeos – um casal, Joaquim e Guilhermina – no auge das minhas 21 semanas e 04 dias de gestação.

Analisando o quadro geral, Benjamim não apenas aceitou bem a notícia da gravidez como ficou feliz (isso foi muito importante!). No decorrer do processo, com a chegada dos bebês cada vez mais próxima, percebo que os momentos enciumados e de “voltar a ser bebê” estão mais e mais espaçados.

Não existem receitas mágicas, nem certo e nem errado, acredito no diálogo, na comunicação efetiva e, principalmente, no amor. Recebi e recebo inúmeros conselhos sobre o assunto e ouço todos com atenção. Alguns me soam absurdos, outros nem tanto. Enfim, toda mãe sabe como é isso, sempre vai existir alguém com alguma técnica infalível. Mas lembrem-se, NÃO EXISTEM FÓRMULAS, nossos filhos não são robôs, cada um reage de uma maneira e o que pode funcionar com um, pode não funcionar com outro. E está tudo bem.

Por isso que insisto que o mais importante é a comunicação. Prestar atenção no que a criança diz e, tão importante quanto, no que ela NÃO diz. Conhecer seu filho na essência, quando estiver com ele, estar realmente com ele, vivendo o momento presente, sem aquela de um olho na criança e outro no celular/televisão/computador. A dica que eu dou é desligue tudo e se conecte com seu filho. Esvazie a mente e mergulhe no universo dele sem se preocupar no que precisa ser dito, ensinado, apenas deixe fluir. No fim das contas, eles nos ensinam muito mais do que nós ensinamos para eles em momentos assim e isso é maravilhoso! Experimente.

Então vamos ao tópico do post, como lidar com o filho mais velho?

Como eu tenho lidado com Benjamim? Da mesma maneira que sempre lidei desde que ele nasceu, exatamente como descrevi acima. Aos poucos a nossa rotina está mudando, as mudanças no meu corpo apontam que seus irmãos estão chegando, as pessoas cada vez mais dão atenção para minha barriga e menos para ele, que antes era o centro da atenção de tudo. É claro que tantas mudanças afetam e nos transformam também. Meu filho já não é mais o mesmo, percebo em seu comportamento, em seus olhos.

A maneira que encontrei para vivermos tudo isso foi a mais natural para nós, Ben está vivendo e participando de tudo. Ele escolheu os nomes dos irmãos, foi para uma consulta e assistiu um ultrassom comigo e com o pai, ele cuida de mim, sabe que não posso pegar em nada pesado, por isso também sabe que não posso colocá-lo no colo, então agora andamos sempre de mãos dadas.

Quando percebo que a carência está mais acentuada, dou mais atenção, converso e passa. Assim os dias vão seguindo, as perguntas e dúvidas vão surgindo e nós vamos vivendo cada momento. As descobertas dele são minhas também. Hoje me sinto uma mãe mais forte, mais madura, mais leve e mais tranquila. Os medos e os anseios ainda são muitos! A grande diferença é que hoje eu me permito errar, me permito viver sem culpa. A maternidade não é uma competição, não precisamos ser melhores que ninguém. O que nossos filhos precisam é de pais e mães que se entreguem de olhos fechados e peitos abertos para viver tudo isso. O resto a gente tira de letra!

Não sou expert em nada, esta é a minha experiência, a maneira como escolhi viver. Talvez não faça sentido para você, talvez faça. Abri meu coração com o intuito principal de mostrar que cada caminho leva a algum lugar, basta saber por onde caminhar e aonde você deseja ir. Eu desejo a plenitude, a felicidade, a realização dos meus filhos e minha também. Não almejo final feliz, o que mais importa é a caminhada e, entre erros, acertos, altos e baixos, somos felizes caminhando juntos. O tal final será consequência disso tudo.

Enfim, é isso.

Beijos e até.