O conceito de inteligência, durante séculos, esteve associado à razão, No entanto, muitos estudos e pesquisas constataram que todo ser humano possui uma INTELIGÊNCIA EMOCIONAL que contribui diretamente para o seu sucesso e felicidade.

As pessoas costumam agir baseadas na razão e acreditam que dessa maneira serão consideradas mais inteligentes do que aquelas que agem movidas pelas emoções. Tal pensamento se dá por causa da visão mecanicista do Universo, impregnada e difundida em várias culturas ao redor do mundo, iniciada a partir do século XVII.

Um dos criadores desta visão foi René Descartes, além de influenciar os rumos da ciência da época, ele marcou profundamente a maneira de pensar de todo o Ocidente. Sua frase conhecida até hoje, “penso, logo existo”, levou o ser humano a se identificar apenas com seu lado racional, colocando as emoções em segundo plano.

De uma maneira geral, considera-se que as emoções adquiriram valor a partir dos estudos desenvolvidos por Charles Darwin, o criador da Teoria da Evolução das Espécies. Em um de seus estudos, ele demonstrou a importância da expressão emocional para a sobrevivência e a adaptação. A partir daí, os conceitos tradicionais acerca da inteligência, que enfatizavam exclusivamente aspectos cognitivos como, por exemplo, a capacidade de resolver problemas, passaram por uma transformação, reconhecendo a importância de outros aspectos na vida dos indivíduos, como as emoções e os sentimentos.

Muitos perguntas podem surgir no meio do caminho… Será que a razão tem mais valor que a emoção? Ou vice-versa? Quem é mais feliz, aquele que age de acordo com a razão ou aquele que deixa a emoção fluir?

Algumas pessoas consideradas inteligentes segundo a tradição, apesar de serem admiradas pelo seu intelecto, muitas vezes não possuem uma vida emocional satisfatória, muito pelo contrário, muitas vezes elas chegam a ser terríveis, até mesmo catastróficas. Em contrapartida, outros indivíduos, mesmo apresentando pouca formação acadêmica ou um QI (Quociente de Inteligência) não muito elevado, conseguem ter uma vida de sucesso, tanto em seus aspectos financeiros como emocionais.

Então, o que é mais importante, razão ou emoção?

(Continua…) Parte 2 e Parte 3

Post baseado em matéria publicada na revista Psicanálise, número 7.

2 Comentários

  1. Parabéns pelo texto. Aguardando parte 2.

    • Obrigada! A parte 2 já está no ar e a parte 3 (final) sai já, já. :*